quinta-feira, 17 de maio de 2012

Um Pequenino Raio de Sol em Meio à Floresta Congelada

Fazia algumas horas que Ayle já caminhava pela neve. E a poucos minutos atrás a criança havia acordado. No momento em que havia percebido que estava em seus braços, ele imediatamente começou a tentar escapar, mas quando Ayle, irritada, ameaçou deixá-lo inconsciente novamente, ele ficou parado, mas, ainda assim parecia querer manter certa distancia de seu corpo.
Ela era tão repulsiva assim?
Esse pensamento a deixou ainda masi irritada e ela, de propósito puxou o corpo do menino para perto. Ele pareceu confuso e tentou se afastar novamente, mas ela apenas o apertou mais, ao ponto que poderia tê-lo deixado sufocado.
Por algum motivo, quando assim o fez, o menino paralisou. Parecia que novamente ele não conhecia o contato com outra pessoa.
diziam que uma criança devia crescer em contato com outras, e que seres humanos não conseguiam viver sem outros seres. Mesmo ela havia tido amigos e pessoas próximas, a quem muito amava.
De repente, a solidão que a atingiria se ela não tivesse tido nada disso, a acertou em cheio, e, novamente aquele estranho estinto  fez com que ela segura-se a criança mais junto ao peito. Tanto que sentiu as batidas do pequeno coração contra si. Ela tinha certeza que o menino também sentia as dela.
E o pequenino ser em seus braços derramou lágrimas quentes. Pequenas  e cintilantes.
As batidas de seu coração se aceleraram, mas ela parecia mais leve de algum modo. Como se aquelas lágrimas lavassem algo desconhecido para ambos. E seus corações que batiam juntos, tão proximos, pudessem esquentar a fria floresta.
Como Um Pequenino Raio de Sol em Meio à Floresta Congelada.

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